Finalmente chegaram os vinhos do mês de outubro do meu clube de vinhos. Dessa vez vieram dois exemplares de vinhos da uva Carménère. A uva carménère, típica da região de Bordeaux na França, foi cultivada por anos no Chile como sendo do tipo Merlot. Ela tem entrada no Chile de forma inusitada, para não dizer que foi por engano, acredita-se que as primeiras mudas foram importadas da França como Merlot, o que implica que durante anos vinhos foram consumidos como sendo de uvas Merlot. Foi em 1994 que um enólogo francês chamado Jean Michel Boursiquot percebeu que algumas plantações de "Merlot" demoravam mais tempo para que seus frutos amadurecessem, resolveu estudar e chegou a conclusão que as uvas eram do tipo Carménère. Atualmente apenas o Chile produz vinhos desse tipo. São vinhos extremamente complexos e difíceis de harmonizar, pois geralmente tem níveis de acidez e taninos médios e tende a ser doces. O indicado é combiná-los com pratos com sabores fortes, amargos e salgados...
Mudar alguns hábitos, provar novos sabores e cuidar da saúde faz parte do estilo de vida que iniciei no mês passado, afinal, mudar o corte de cabelo apenas não promove a mudança que eu espero. Pra celebrar essa nova fase, assinamos um clube de vinhos e na primeira entrega fomos surpreendidos com vinhos de uma uva que não conhecíamos, a Tannat, e é sobre ela que falarei nesta postagem. As uvas do tipo Tannat tem origem francesa porém fez a festa em solo uruguaio. Essa uva apresenta propriedades anti oxidantes, atua na prevenção de câncer e reduz colesterol. Por ser rica em taninos, o seu vinho harmoniza bem com churrasco (bem típico no Uruguai), carnes assadas e gordurosas e queijo com sabores fortes como o do tipo Reino. Sobre o vinho escolhido, o Brisas Del Este, eu esperava que fosse mais seco, afinal rico em taninos, mas senti todo o seu poder de adstringente desde o primeiro gole, o marido insistiu em dizer que havia gás nele, mas acho que foi viagem dele. Para...