E eu também, mas ainda falo o que não devo e ainda me mato pela língua, mas eu grito, ele grita, todos gritam. Eu só espero deitar todos os dias com a sensação de dever cumprido. E eu falo mesmo. Acho errado, eu falo. Acho feio, eu falo. Acho engraçado, eu dou risada. Acho estranho, eu esponho. Não, nem todos gostam, nem todos querem, e eu poderia me calar pra ser mais amada que odiada, mas eu gosto é mesmo é de gostar de quem me gosta assim. Terei uma tatuagem que tomará toda a perna, serei dondoca um dia, e quem tem vergonha de falar isso, eu sinto muito. Não sinto mais dores, nem ataques de estomago, ou de rins ou de qualquer coisa que tenham causas emocionais, porque eu estou sempre na hora de falar. E daí, se não me ligar eu não ligo! Se não me chamar eu não vou, mas se chamar, aguente, porque eu escolhi ser eu mesmo que doa, mesmo que machuque. Desculpa. Mas não posso mais fazer nada!