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Mostrando postagens de novembro, 2008

Diário de Bordo

Um dia eu soube que estaria pela última vez ali, e que nem sempre teria mais o tempo pra aquilo lá, e que não mais veria talvez. Foi quando minha mala ficou pronta, e eu tive que passar por ali, dois braços acenavam e eram daqueles que eu sempre veria. E em menos de 2 horas eu tinha perdido tudo e tido que conquistar, dessa vez sem dados vermelhos, contando apenas comigo, vazia por fora e muito cheia por dentro. E foi ali, numa tarde de domingo, esperando o feijão sair, que tive a certeza que não voltaria mais. e foi ali, sentada, que sentiu que precisava voltar a desenhar seus dias, por entre vírgulas e pontos, por entre ruas e desconhecidos, cuidando de suas crises de falta de ar e pensando o que será de mim no ano que está pra chegar, voltei a reler meus cadernos e lido as últimas páginas de um livro, vendo que dá pra estar sozinha mesmo com a casa cheia, porque já sinto que posso redesenhar sem ninguém me olhar novamente. Sentia a saudade a cada passo, hoje apenas relembro as coisa...