Eu, Super e Guinho no show de Paul no Morumbi. A data, nunca esquecerei, 22 de Novembro de 2010, e eu estava no possível último show de Paul no Brasil, possível porque ele disse até logo. Um gentleman!
Foram momentos únicos e intensos, passeis por situações emocionantes e tristes também, um evento como esse vale quase um ano inteiro, se aprende tanto. Eu não vou pra muitos shows desse tamanho, talvez por não estar tão perto, acho que nunca vale a pena o trabalho que dá, mas tem umas pessoas que são únicas e que representam tanto, que não estar numa apresentação delas é quase que um pecado. E Paul é isso, eu sou fã dos Beatles, não sou beatlemaníaca, porque acho tudo um grande mico, mas eles mexem comigo de um jeito discreto, mas mexem, me fazem chorar milhões de vezes, eu nã entendo poesia, mas música, é a arte que mais me toca, a única que entendo de verdade. Definitivamente eu não me perdoaria se deixasse de ir, e olha que eu cogitei essa possibilidade. E acho que todas as lamentações de quem não foi são válidas e devem ser respeitadas, não, não haverão melhores, Gabriela, acho que é esse o nome da amiga de Nanda.
Foi único.
Chegamos em São Paulo as 11h largamos as coisas no hotel nos Jardins e partimos pra Paulista, não, definitivamente quem me disse que o formule 1 dos jardins é perto da Paulista tá super errado, almoçamos Tutu e dormimos, um sono tão profundo que foi difícil acordar. Chuva! São Paulo tá chovendo na noite do show de Paul, tudo bem!
Taxi - Morumbi
Morumbi, fila imensaa, carros tocando beatles, faixas, pronto, chegamos! Mas eu estava realmente entrando no meu processo, estava tensa, ansiosa e muito feliz, uma felicidade que até doía. Mas eu tinha que passar por duas paredes de segurança, a primeira dizia não pode entrar com alimentos nem bebidas, tudo bem, nha benta no lixo, e lá em cima tem outra, dessa vez tem que abrir mochila e passar por detectores de metal. E eu tive a mochila aberta, e lá tinham casacos, cachecol, camera, ... e a bandeira do meu Baêa, e eu já estava tão sensível ... e a moça da Polícia me disse que não poderia entrar com a bandeira, olhei pra um lado, olhei pro outro, ai meu Deus e terei que tomar uma decisão como essa sozinha? Vai.
- mas moça, onde eu posso deixar essa bandeira?
- não sei, mas não pode entrar ...
- mas por que??
- são normas
É, eu tive que jogar a bandeira do Bahia no lixo, nenhum policial era Bahia. Sim, nem preciso dizer como eu me senti né??? Em tempos de Mayaras, estar em SP dá um pouquinho de medo. E eu pensei, será que a bandeira do Corinthians, eles me impediriam de entrar com ela?? Não sei e prefiro não saber a resposta.
Eu chorei, chorei como uma criança, revoltei,xinguei, pedi desculpas, fiquei muito mal, mas tudo bem, eu estava ali para ver Paul, e logo ele cantaria pra mim, apenas pra mim, porque foi assim que eu me senti ali no meio daquela multidão.
E quando ele subiu no palco, eu já tinha vivido algumas outras tantas situações, um desmaio, uma dor nos pés, e tudo que 3h em pé pra uma pessoa tão sem preparo, como eu , são capazes de fazer em uma pessoa.
E ele era do tamanho de Playmobil, mas eu vi, Paul, cantou músicas e dancei muito. Eu só queria estar num show de Paul e do jeito que eu gosto de estar, dançando =)
Sim, ele cantou essa música e eu dancei muito.Obladi, oblada,Life goes on, braLa la how the life goes onObladi, obladaLife goes on, braLa la how the life goes on
E ele cantou Live and Let Die e soltou fogos de artifício.
E o baterista era o mais animado do mundo, dancinhas divertidas, caretas e muita pegada.
E era uma noite especial pra todos que estavam ali, famílias inteiras, todos ali, em choque, vivendo talvez o momento mais lindo e especial de toda a sua vida. Já se passavam quase 4 horas que estavamos ali, parados no mesmo lugar.
E ele vai e volta mais 2 vezes, pra dizer um até logo, Brasil.
Eu estava ali ao lado de pessoas especiais, cantando e dançando com 1/4 de tudo que mudou a minha vida, cada peça que envolve beatles quando eu vejo ou ouço de alguma forma muda um pouquinho o que eu sou, geralmente volto melhor!
Essa é a minha terapia.
Foi assim, eu vivi e já posso dizer isso.
Feliz, 2011!

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