Era a tatuagem de uma amiga, era o livro emprestado, eram as novas aquisições, era a frase do mês. Eram palavras soltas e textos e livros que me acompanhavam desde a infância. Ela sempre esteve presente. Eu me sinto em suas linhas e eu me vejo em seus parágrafos. Como Cascadura, ela escreve sobre mim. É assim que me sinto em cada página virada: um pedaço de mim, uma palavra pra mim. Eu sinto saudade de muita gente e de passar por muita gente, de ter raiva de muita gente, e querer brigar com muita gente. Mas essa gente minha que eu amo mesmo odiando, essa gente que eu quero ter por perto mesmo de longe. Essa gente que eu gosto de encontrar. Essa gente minha prepare seus caminhos, logo estarei cruzando eles novamente.
São 8 minutos para daqui a pouco. Dias com prazo, com tempo marcado, cronometros e ... Já são 7 minutos. O tempo passa mais rápido nesta caixa de letras, fotos, videos e puro marketing. São janelinhas piscantes, pingos de sons e já são ... 6 minutos para daqui a pouco. E eu amo um nome como se não conhecesse nenhum outro, Irene, quero ver Irene dar sua risada. Super disse não, mas tudo bem. 5 minutos e nada do chá ruim acabar. E as idéias fogem. E o tempo urge. E eu só penso em Irene e na sua risada. Com o relógio apontando que só faltam 4 min e esse ensaio de tempo marcado não vai pra muito longe. Entre uma golada e outra, entre uma notificação e outra, vou contando o que podemos fazer ou pensar em poucos minutos. Batem 3 minutos e a caneca ainda não esvaziou, já sei que terei que dar aquela golada que bate no estômago e volta. A vida sem açúcar é mais saudável, tento me convencer nos últimos 2 minutos do dia. Porque daqui a pouco, terei meu dia em off, as horas produtivas...
Comentários