Um dia eu soube que estaria pela última vez ali, e que nem sempre teria mais o tempo pra aquilo lá, e que não mais veria talvez. Foi quando minha mala ficou pronta, e eu tive que passar por ali, dois braços acenavam e eram daqueles que eu sempre veria. E em menos de 2 horas eu tinha perdido tudo e tido que conquistar, dessa vez sem dados vermelhos, contando apenas comigo, vazia por fora e muito cheia por dentro. E foi ali, numa tarde de domingo, esperando o feijão sair, que tive a certeza que não voltaria mais. e foi ali, sentada, que sentiu que precisava voltar a desenhar seus dias, por entre vírgulas e pontos, por entre ruas e desconhecidos, cuidando de suas crises de falta de ar e pensando o que será de mim no ano que está pra chegar, voltei a reler meus cadernos e lido as últimas páginas de um livro, vendo que dá pra estar sozinha mesmo com a casa cheia, porque já sinto que posso redesenhar sem ninguém me olhar novamente. Sentia a saudade a cada passo, hoje apenas relembro as coisas que passaram e que não vão voltar porque agora só eu digo. Pela primeira vez em quatro meses me exponho, pela primeira vez em quatro meses sigo minha rotina, ouvir Roberto numa tarde de domingo é nostálgico o suficiente pra redizer meus dias de sol. A cerveja gelou e agora preciso ir indo, viver a minha vida. Daqui a pouco volto, e eu sinto falta de vocês por aqui numa tarde de shopping ou de apenas falar besteira e se entupir de coca e cigarros.
Eu queria saber o q está me levando a criar um blog, depois de uma tentativa decepcionante. Talvez a necessidade de escrever, ou melhor desabafar. Isso tende a ser mais um diário ridículo, cheio de palavras inúteis. Não estou afim de pensar em um template bunitinho e cor de rosa, se me animar talvez crie um, mas não agora. Bom esse é só um post de test.
Comentários
Saudades das nossas conversas nos seu intervalos de supermarket.
Felicidade e satisfação idescritíveis ao saber de suas paradas, ver sua estada e perceber e imaginar os próximos portos, onde desembarcará.
Escrevo isso agora, num instante em no qual repenso umas coisas importantes na minha vida. Obrigado por eu estar lendo sobre você e me ajudar.
...
Escrevi um poema há algum tempo para uma amiga muito especial que viajou, assim como você. Ela viajou para muito mais longe e o poema deixou de ser didicado exclusivamente a ela e passou a se referenciar à todos os especiais. Desse modo, reproduzo aqui, parte dele para você minha amiga querida e muito, muito especial. As palavras que seguem, certamente não alcança a profundidade do que vive, são apenas recortes de universo intencionados, com carinho fraterno, para você. Beijão Mary!
"vá
aproveite
[...]
volte
quando puder
se quiser
[...]"
eu abandono meu blog por uns tempos
e quando vou la, matar saudades, encontro um recado seu
desses que so me fazem bem e sentir saudade de tempos que nao voltam mais
mas eu sei que outros virao
estamos nessa, redesenhando novas etapas, vivendo nossas vidas
eh um outro momento, mas nao tenho duvidas que vamos compartilhar dessa fase tb
bebendo coca, falando besteiras, fumando cigarros, matando saudades, tirando fotos, dando risadas e passeando em copa!
um beijo